• Dy Belmonte

Cosméticos Veganos e Cruelty Free

Atualizado: 11 de Out de 2019

Cuidado com o Greenwashing!


Bem semelhante à situação dos cosméticos naturais, não há uma supervisão nacional a respeito dos cosméticos veganos e cruelty free, sendo mencionados em rótulos de forma equivocada e com Greenwashing.

Atualmente apenas Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro têm sua própria legislação e aboliram os testes em animais nas indústrias dentro dos seus estados. Um cosmético Cruelty Free (livre de crueldade) se refere aos testes realizados em animais no processo de fabricação, mas não assegura que os ingredientes não sejam de origem animal. Um produto livre de crueldade e ingredientes de origem animal é considerado vegano.

Agora vamos entender o que é Veganismo:

Veganismo é um movimento de respeito a vida dos animais.

Veganismo é um movimento de respeito a vida dos animais. Vai contra qualquer tipo de exploração, seja para alimentação, trabalho, vestuário, cosmética, caça, que envolva confinamento, tortura, vivissecção, ou apropriação. É diferente do vegetarianismo, pois não se restringe apenas à alimentação. Aqui no Brasil, é assegurado pela Sociedade Vegetariana Brasileira com o selo SVB.


Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira

Levando ao pé da letra, todo o cosmético intitulado VEGANO é livre de crueldade animal (Cruelty Free), mas ignorando os princípios do veganismo, podem acontecer equívocos na intitulação. Esses aspectos também devem levar em conta a matéria prima e os fornecedores, então é sempre importante investigar. Também existem selos oficiais de ONGS certificando o compromisso da marca contra os testes em animais, segundo a Te Protejo, as mais confiáveis são Peta (EUA), Leaping Bunny (EUA / Canadá), Cruelty Free International (Reino Unido, programa Leaping Bunny), Choose Cruelty Free (Austrália), Acene (Espanha), BDIH (Alemanha), Natrue (Europa), One Voice (França) e Te Protejo (América Latina), por terem um processo mais abrangente. Nos próprios sites é possível verificar as listas de marcas certificadas para consulta.

Greenwashing, do inglês "lavagem verde" é quando um produto transmite na embalagem a falsa ideia de ecologia, ou conteúdo de origem natural.

Apesar do crescimento da indústria voltada ao público vegano ter forte impacto em questões ambientais, como a redução na emissão de gases e consumo de água pela pecuária e exploração das abelhas, há pontos a serem considerados, de forma a se perceber como a questão pode ser bem mais profunda. A produção química de sintéticos, ultraprocessados e agrotóxicos tem comprometido nossos ecossistemas.


A vida marinha talvez seja a mais afetada, onde os animais disputam lugar com o plástico e ainda o confundem com alimento, peixes e sapos machos colocam ovas, afetados pelos hormônios artificiais de conservantes e agrotóxicos. As abelhas, consideradas o animal mais importante do mundo, sofreram uma morte em vistas de meio bilhão, contaminadas por agrotóxicos.


O que eu quero dizer, é que a cadeia de produção de cosméticos é muito mais ampla, e que os animais também são afetados no final, seja pela água contaminada pelos produtos de higiene e beleza que escoam pelos ralos ao acúmulo de lixo gerado pelo nosso consumo, uma vez que o plástico pode levar centenas de anos para se degradar.


Análises de laboratório identificaram agrotóxicos como causadores da morte de meio bilhão de abelhas no Brasil.

Nos rótulos dos cosméticos, você pode detectar alguns principais ingredientes de origem animal:

  • Bee Wax (Cera de Abelha); Royal Gelly (Geleia Real); Honey (Mel)

  • Lanolin (gordura da lã da ovelha)

  • Urea (urina)

  • Stearyc Acohol (gordura animal)

  • Cochineal (Cochonilla)

  • Allantoin (Fígado de Baleia)

  • Keratin

  • Collagen

  • Musk (Castor)

Referência: http://empresastestes.blogspot.com/p/lista-de-ingredientes.html

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