• Dy Belmonte

Gestação Livre de Tóxicos

Atualizado: 11 de Out de 2019

A introdução a uma consciência mais profunda do que passamos por fora e colocamos para dentro dos nossos corpos.
Patrícia Voigt, colorista do Ecosalão, teve a gestação marcada pela aromaterapia do ambiente de trabalho, cercado de materiais naturais e fitoterapia, o que provavelmente colaborou com seu parto natural.

Me peguei reflexiva sobre a questão ao ser convidada para registrar a gestação de uma das pessoas mais queridas para mim, que inclusive se ocupou como cabeleireira ecológica até as últimas semanas da espera, livre de liberadores de formol, metais pesados e outras substâncias danosas à gravidez, e que costumam ser suspensas por recomendação médica. Mas como será para outras profissionais da área que ainda não adotaram essa depuração? No Ecosalão já iniciamos com facilitações para auxiliar profissionais da área que pensam em fazer essa transição, que é a escolha por produtos e hábitos mais puros.


O dom de gerar uma vida pode ser considerada uma das coisas mais mágicas da natureza. Algumas mulheres passam muito tempo se planejando, e nos primeiros meses da gestação adotam uma série de cuidados e restrições de consumo. Na beleza, químicas capilares, como alisamentos e colorações são indiscutíveis. Porque será?


Ao longo da vida, principalmente na fase adulta, somos expostos à substâncias arriscadas para a saúde, que as entidades regulatórias tentam assegurar uma quantidade mínima percentual. Nisso é pautado a maior parte da produção de quase tudo, inclusive cosméticos, alimentos e produtos de limpeza. Durante a gestação, principalmente nos primeiros meses, o uso de produtos que contenham essas substâncias são suspensos, pois podem interferir na formação do bebê, sendo transmitidos através do cordão umbilical ou atravessando a barreira placentária.



Durante a gestação, principalmente nos primeiros meses, o uso de produtos que contenham essas substâncias são suspensos, pois podem interferir na formação do bebê, sendo transmitidos através do cordão umbilical ou atravessando a barreira placentária.



Levando em conta como a indústria tem pouco tempo de existência, novos produtos e substâncias vão sendo lançados, não sem passar por um tempo de testes clínicos, mas talvez com esse mesmo tempo curto demais para uma previsão de longo prazo. E bem recentemente alguns sinais vem apontando alguns impactos (talvez) imprevistos. As quantidades mínimas seguras para o organismo eram estipuladas acreditando-se que as substâncias estranhas entrariam e sairiam pelo corpo intactas, sem permanecer acumuladas em alguma parte.



A artista plástica Clá Bianchin usou na pintura pigmentos 100% naturais, enfatizando a importância dos produtos seguros à saúde da mãe e do bebê

E de fato, é visto que o corpo reconhece apenas substâncias essenciais, necessárias a vida, como proteínas, lipídios, carboidratos, água e alguns minerais, porém testes tem comprovado que algumas substâncias tem grande afinidade por tecido biológico, sem ter propriedade nutritiva alguma, chamadas bioacumulativas, como por exemplo o chumbo, muito utilizado para fixar a pigmentação dos produtos e parabenos, conservantes amplamente utilizados na indústria, sintetizados de hormônios femininos.


Algumas das maiores evidências são as dermatites, mal formações e distúrbios funcionais até cognitivos, como o aumento da taxa de autismo, que já apontam relações com os cosméticos em pesquisas científicas, como resultado do acúmulo de substâncias no corpo da mãe e passados para o feto. Porém essas evidências ainda são consideradas difusas, considerando fatores como alimentação, ambiente de trabalho, etc.



O que eu venho trazer nesse texto é o alerta para um cuidado que deveria ser para a vida toda e não somente durante nove meses de gestação, cuidados que podem prevenir um quadro de saúde e até anos de vida.


Produtos naturais minimamente processados - vegetais, minerais, de origem animal - tem afinidade pelo organismo por compatibilidade, isso é, por possuírem um processo biológico muito semelhante ao da própria vida humana. E ainda doam, dos seus sistemas de sobrevivência, propriedades medicinais capazes de nutrir e recompor desequilíbrios. Porém nem tudo são flores. Pois, devido a particularidade de cada organismo, com explicações que podem passar de uma vivência, existem as alergias e a prudência necessária com excessos, como diz Paracelso, médico e físico do século XVI: "a diferença entre o remédio e o veneno é a dose."




Quantos aos naturais, ainda há a propriedade abortiva, usada tradicionalmente, mas podemos exaltar as plantas mais benéficas para gestação e maternidade: a lavanda, com suas propriedades calmantes e a laranja, rica em vitamina C e propriedades regenerativas. É sempre bom recorrer à profissionais qualificados para auxiliar nesse processo e ficar atento ao índice de TERATOGÊNESE, que é o risco de danos ao embrião durante a gestação.


Eu pretendia, nesse mesmo texto, alertar sobre a poluição ambiental que deixaremos de herança às próximas gerações, porém cada assunto é tão complexo que ficará para outra pauta!


Beijos de muita luz!


Referências:

https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/54676/4/127311_0925TCD25.pdf

http://www.hgf.ce.gov.br/index.php/component/content/article/7-instituicao/44142-teratogenese-e-recomendacoes-na-gravidez


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