• Dy Belmonte

Quem nunca saiu machucada de uma depilação?

Para quem sabe que não precisa, mas depila porque quer, sem ter que passar por dores ou alergias, poder escolher o método mais adequado para o seu corpo e o meio ambiente!


Quem não tem uma boa história de depilação que atire a primeira pedra 😂 isso se você vê com bom humor o que aconteceu, porque em atendimentos já recebi muitas mulheres realmente traumatizadas...


Porque esse assunto é tão velado aliás? E ao mesmo tempo vemos abrir tantas clínicas de depilação definitiva...


É bem ok se você não lida bem com os seus pelos... você pode ver como até os povos nativos tem suas técnicas de depilação, que é quase terapêutico.


Do Egito Antigo existem registros de uma receita utilizada com argila, mel e sândalo, e os gregos utilizavam uma ferramenta chamada estrigil, que era mais voltada para retirar sujeira, mas removia também os pelos.


Hoje em dia, a depilação é um cuidado estético cheio de alternativas tanto para as mais valentes, que encaram a dor de arrancar, até as mais sensíveis, cuja pele reage à menor falta de jeito no processo.


Depois de muitos pedidos, e decidir retornar com o atendimento para depilação, esse post pretende ser quase uma cartilha de prós e contras depilatórios. Você pode escolher qual se adequa mais à sua realidade, e se decidir optar pela cera, em Floripa pode contar com a minha assistência!


Primeiramente: Arrancar pelo dói


Cada folículo segura nossos pelos através de um músculo chamado eretor - ele é responsável por responder ao frio, através do arrepio. Por isso, se tratar de arrancar um tecido da própria carne, cada pelo arrancado vai ser sentido. Mas algo modifica, com a frequência da depilação, que é a tolerância de cada pessoa a dor, e a espessura do pelo que também reduz com o passar do tempo, diminuindo a tração no momento da puxada.


Na depilação íntima: Pode depilar tudo?


Essa questão divide opiniões, pois os pelos teriam a função de proteger o corpo da invasão de seres estranhos, e hoje temos roupas que nos protegem, o que torna os pelos não mais tão indispensáveis assim.


Os possíveis problemas com a depilação íntima acontecem por falta de técnica, o que pode causar fissuras, hematomas, queimaduras, reações alérgicas e o desconforto por conta disso.

Foto Womanizer WOW Tech no Unsplash

Depilação pode ser sustentável?


A ditadura da depilação, que relaxou um pouco a pressão há pouco tempo, criou uma série de opções, com a proposta de facilitar o processo. Algumas onde os danos realmente não compensam. Vamos conferir a seguir:


Depilação a laser/luz pulsada: é realizada em centros especializados, onde um aparelho emite calor na raiz do pelo, causando a queda. O resultado é semipermanente, necessitando retoques periódicos. Bastante recomendado para quem tem problema de foliculite, já que elimina os pelos!

Imagem Nacked Laser


Depilação com cera: existem diversos tipos de cera, porém a técnica de retirada é a mesma, arrancando-se os pelos aderidos pela cera. Como é um método mais mecânico, é preciso ter muito cuidado com a temperatura da cera, a técnica certa da puxada e a finalização daquela pele sofrida.

Outro problema aqui envolve a composição de produtos e biossegurança. A composição da maioria das ceras é a parafina e a colofónia (resina de conífera que dá a textura plástica quando esfria) eles são o maiores causadores de alergias. Também se encontra muito presente o mel, questionado por conta da exploração das abelhas.

Por essas questões, desde que iniciei os atendimentos com depilação optei por uma cera que fosse hidrossolúvel, não tendo o risco de ser reutilizada, além dos ingredientes, que tratam a pele para garantir uma experiência menos dolorida e de excelente reparação. Além de ser vegana é claro! As abelhas não precisam pagar o preço pela nossa vaidade...

Imagem The Creative Exchange no Unsplash


Creme depilatório: A textura é de um hidratante, mas a composição química e o pH alto causam a quebra do pelo, rente a pele, em poucos minutos de uso. Oferece uma solução prática e rápida, porém o resultado dura poucos dias e é bastante agressiva para a pele, e não é recomendado para a região íntima. Bastante causador de alergias e ainda poluidor para o meio ambiente. Eu ativo o alerta para esse produtinho!



Depilador elétrico: uma máquina de tortura versão mini rs mas entrega praticidade: É prática de carregar em viagens, quase não faz sujeira/lixo e depila muito bem. Existem os aparadores elétricos, que cortam o pelo rente à pele, e o popular Satinelle, um aparelho com várias pinças que remove os pelos assim, no seco e no frio. A falta do calor na pele, que relaxa e abre os folículos, acaba intensificando a sensação de dor e pode fazer com que os pelos voltem encravando sob a pele, sendo importante esfoliar e hidratar bem para prevenir. Mas vale a pena pensar nesse investimento, um aparelho desses pode durar anos e economizar muitas depilações, mas a dor é para os fortes!



Barbeador descartável: pelo que o nome indica, foi pensado para se usar na BARBA, mas acabou se tornando uma alternativa muito prática para remover os pelos em minutos, e logo ganhou suas versões cor de rosa. Ele apara os pêlos rente a raiz, porém pode causar microlesões na pele, deixando sensibilizada.

Esse produto tem uma outra grande problemática: dura poucas vezes de uso e é de difícil reciclagem, por conta de misturar material metálico e plástico, e sendo tão popular, imagina-se o volume de lixo que gera... inclusive não encontrei métricas a respeito.

Uma saída mais ecológica para o barbeador descartável é o barbeador de metal, onde o material todo é metálico e realiza-se a troca somente das lâminas, que devem ser descartadas corretamente. O valor é bem diferente do descartável, mas oferece um produto para toda a vida.


Acompanhando essa cartilha da depilação, qual método faz mais sentido segundo o seu perfil? É possível abrir mão de um hábito em nome da sua saúde e o meio ambiente?


Para complementar, acompanhe outros posts para cuidados da pele, e amplie a sensação de se sentir bem dentro do seu próprio corpo 🥰

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